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O Dr. Salvato Feijó, diretor do Serviço de Pneumologia do Centro Hospitalar de Leiria (CHL), é o investigador principal do projeto SaFe que foi recentemente aceite pelo programa Portugal 2020. Trata-se de um projeto de grande envergadura, pela verba envolvida, e que traduz um trabalho conjunto de interligação do Serviço de Pneumologia do CHL, o Instituto Politécnico de Leiria (IPL) e a Indústria dos moldes. Em declarações à SPP explicou em que consiste este projeto e qual a importância da verba concedida.

“O projeto SaFe, que quer dizer seguro na palavra inglesa e simultaneamente as iniciais do meu nome, era uma ideia antiga que acabei por propor ao Departamento de Engenharia de Polímeros do IPL. Após a elaboração de um projeto avançámos com a candidatura ao programa Portugal 2020. Concorremos e tivemos a agradável surpresa de sermos dos projetos com uma das melhores avaliações, o que correspondeu à disponibilização de uma verba de 1 milhão e 552 mil euros”, explicou o médico pneumologista.

Este projeto, cujos promotores são o CHL, o IPL e a empresa Moldes RP, visa o desenvolvimento de implantes traqueobrônquicos. O investigador principal assegurou que este financiamento é “absolutamente fundamental, na medida em que vai permitir à empresa de moldes criar toda a tecnologia para o fabrico de implantes de silicone e é também crucial para a aquisição de máquinas específicas para trabalho em condições de assepsia e criação de know-how técnico”. 

Para o desenvolvimento deste projeto o IPL disponibilizou quatro investigadores “um especialista em materiais, outro em processamento de biomateriais e injecção, um terceiro perito em implantes e otimização do projeto e, por fim, um quarto que se dedicará à Imagiologia para adaptação tecnológica”. Também fazem parte deste projeto “dois bolseiros que se encontram a desenvolver o seu projeto de doutoramento e, da parte do CHL, há uma equipa constituída por médicos e enfermeiros – onde me incluo - e na qual será integrado um bolseiro também em projeto de doutoramento”, rematou o Dr. Salvato Feijó.

“Estamos a programar ter o primeiro protótipo ainda este ano” e referiu que este será um “ponto de partida” para a criação de outros dispositivos médicos. Após a disponibilização no mercado deste tipo de próteses “o país beneficiará da parte tecnológica e da criação de know-how e os doentes terão um acesso facilitado a este dispositivo - com outro preço, com maior disponibilidade e produto nacional - que será diferenciador daqueles que já existem atualmente no mercado”, explicou o investigador.

“Penso que é importante a divulgação do projeto SaFe dentro da comunidade pneumológica até para estimular o desenvolvimento de outros projetos semelhantes. Existem, certamente, muitos profissionais que têm em mente projetos de investigação e que acham que as ligações dos hospitais às universidades e às empresas são difíceis de concretizar, sobretudo nos pequenos centros – como é o caso de Leiria -, mas a verdade é que nem sempre é assim”.

O pneumologista apelou a que todas as pessoas que tenham ideias sobre novos dispositivos médicos ligados a qualquer área da Pneumologia de Intervenção podem recorrer ao seu contato para avaliação da sua aplicabilidade e a sua introdução a relativo curto-prazo. “A partir do momento em que soubermos como se faz tudo será mais fácil. Estamos abertos a novas ideias”, concluiu.

 

Sobre Portugal 2020

O Portugal 2020 é um programa de apoio comunitário às empresas que dita a aplicação dos fundos comunitários em território português – um total de 25 mil milhões de euros - entre 2014 e 2020. “Competitividade e internacionalização”, “Inclusão social e emprego”, “Capital humano e sustentabilidade” e “Eficiência no uso de recursos”, são as principais áreas temáticas abrangidas. Esta iniciativa pretende promover a competitividade e a internacionalização do tecido empresarial português, impulsionar a produção de bens e os serviços transacionáveis, aumentar o emprego e, ainda, reduzir a pobreza, a exclusão social e as desigualdades regionais. Os programas operacionais do Portugal 2020 dividem-se por zonas geográficas: Norte, Centro, Lisboa, Alentejo, Algarve, Açores e Madeira.

 

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