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A Prof.ª Doutora Raquel Duarte participou no congresso virtual da ERS, na manhã de ontem, 8 de setembro, numa sessão sobre tuberculose e centrou a sua apresentação nas lições que podemos retirar da atual pandemia para definir uma estratégia de combate à tuberculose.

De acordo com a especialista da Faculdade de Medicina do Porto e do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho e presidente do grupo de tuberculose da ERS, em 1993, a Organização Mundial da Saúde declarou a tuberculose como uma emergência global. Contudo, “apesar dos progressos que têm ocorrido nenhum país conseguiu, eliminar a tuberculose”.

Relativamente à atual pandemia de COVID-19 e à tuberculose, a Prof.ª Raquel Duarte considera que existem características comuns entre estas duas infeções. “Desde logo, estamos a falar de infeções respiratórias, que afetam particularmente alguns grupos de risco e cuja estratégia de controlo passa pela identificação de casos ativos, pelo isolamento desses casos e pela identificação das pessoas que estiveram em contacto com esses indivíduos”, descreveu.

Neste sentido, a especialista descreveu sete lições da estratégia adotada para o controlo da COVID-19 que podem ser aplicadas na luta contra a tuberculose.

1 - A coordenação, a colaboração e a parceria são essenciais, defende a especialista, explicando que têm de ser criados mecanismos de resposta locais e nacionais e parcerias entre os ministérios da saúde, da segurança social, da educação e da agricultura. No que respeita à colaboração, é necessário o envolvimento da comunidade civil, de líderes religiosos, de organizações não governamentais e de outras entidades humanitárias.

2 – Gerir a desinformação é um dos grandes e imprevisíveis desafios no combate à COVID-19. “É preciso eliminar os estigmas e trabalhar em conjunto com epidemiologistas no sentido de assegurar a precisão da informação divulgada”, sublinhou. A desinformação leva a comportamentos desadequados e isso tem consequências e custos.

3 – Estar preparado para tensões políticas e sociais. “Desenvolver um plano de contingência é absolutamente essencial. Não estávamos preparados para o desemprego nem para a crise económica”.

4 – Abordagens criadas pela comunidade, nomeadamente no que respeita à prevenção e às estratégias de controlo da doença. As ações de sensibilização são mais eficazes quando a comunidade e os líderes locais estão envolvidos.

5 - Provisão e treino dos prestadores de cuidados de saúde. A aquisição e distribuição de equipamento é essencial, assim como a sua correta utilização. “Numa pandemia causada por doença infeciosa, os profissionais de saúde que estão na primeira linha só estarão em condições de tratar os doentes, se eles próprios se protegerem da infeção. Este ponto é muito importante, seja na COVID-19 ou na tuberculose”, descreveu a Prof.ª Raquel Duarte.

6 – Flexibilidade e adaptabilidade. “As doenças infeciosas tendem a ocorrer por surtos, pelo que é preciso garantir a flexibilidade para mudar e adaptar as estratégias no terreno”.

7 – Vigilância. “É essencial ter acesso à informação e criar modelos de recolha de dados em escala, através dos laboratórios e das agências da saúde”.

Na perspetiva da Prof.ª Raquel Duarte, os requisitos necessários para a eliminação da tuberculose passam pela “melhoria do diagnóstico, da adesão ao tratamento e da toma de medicação preventiva. Além de tudo isto, a COVID-19 ensinou-nos que, se queremos ter sucesso, temos de contar com um compromisso político e um envolvimento comunitário. É necessário investir num sistema de infraestrutura”, rematou a especialista.

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