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Decorreu no dia 4 de maio a reunião da Comissão de Trabalho de Reabilitação Respiratória. O Bessa Hotel Boavista recebeu este evento que foi dividido em dois momentos – num primeiro, da parte da manhã, em que foram discutidos os “métodos de avaliação da capacidade de esforço do doente proposto para a reabilitação respiratória” e à tarde, um segundo momento, dedicado ao tema “exacerbação aguda na DPOC: reabilitação respiratória durante o internamento e no pós alta”.

Para o Dr. Luís Vaz Rodrigues, secretário da CT de Reabilitação Respiratória, os participantes nesta reunião tiveram oportunidade de assistir “a duas comunicações excelentes que nos resumiram as duas principais ferramentas que temos para avaliar o doente candidato a reabilitação respiratória.

Pela professora Fátima Rodrigues, ouvimos falar da prova de esforço cardio-pulmonar: um tema que não está próximo de todos os pneumologistas, nem de todos os centros, cuja acessibilidade não é a melhor e, portanto, faz sentido falar sobre este tema e fazê-lo chegar a mais centros, fazer com que mais centros o reclamem e o queiram ter para avaliarem os seu doentes da forma mais correta possível.

Depois falámos da alternativa que existe, também extremamente valiosa, que são os testes de terreno. Para isso, convidámos uma fisioterapeuta, Joana Santos, que trabalha num centro de comunidade. Assim, tivemos aqui duas realidades diferentes – uma realidade hospitalar, um centro muito diferenciado, e depois um centro que trabalha na comunidade com doentes com um perfil diferente, de gravidade mais baixo e para o qual estes testes são uma mais valia (de baixo recurso, menos custos e igualmente rentáveis na avaliação destes doentes)”.

“O segundo tema que escolhemos foi a reabilitação respiratória na exacerbação aguda na DPOC. Têm surgido alguns documentos que mostram algum risco relativamente à reabilitação nessa etapa da exacerbação do doente e é necessário discutir a validade científica e a realidade que existe para sabermos onde podemos intervir, em quem podemos intervir e que eficácia podemos obter da reabilitação na exacerbação, quer durante o internamento, quer no pós alta do internamento”, referiu a Dr.ª Inês Sanches coordenadora da CT.

A propósito da importância destas reuniões e dos projetos para o futuro, os coordenadores da comissão destacaram a importância da “formação e da definição de conceitos científicos”.

A Dra. Inês Sanches esclarece que “um dos objetivos desta comissão é estabelecer e definir os conceitos do que é a reabilitação respiratória e de como é que ela deve ser feita e, obviamente, fomentar também a formação porque, tanto a nível dos médicos como de outros profissionais de saúde, e quer a nível hospitalar quer a nível comunitário, é necessário haver formação para a reabilitação ser implementada.

Enquanto as pessoas desconhecerem, enquanto tiverem receio do que é a reabilitação, não vão estabelecer centros de reabilitação e/ou vão fazer centros menos eficazes, podendo assim comprometer os resultados da reabilitação pela falta de rigor científico”. O Dr. Luís Vaz Rodrigues concluiu que “ao aumentarmos o nível de formação dos nossos pares pretendemos que a reabilitação chegue a mais doentes - a realidade neste momento não é positiva.

A reabilitação respiratória chega apenas a uma franja muito pequena dos doentes que, neste momento, poderiam beneficiar desta estratégia terapêutica e também nos cabe a nós divulgar e, ao mesmo tempo, formar e preparar as pessoas, capacitando serviços. O percurso que queremos neste triénio será de criar bases para que isso aconteça da melhor forma possível.”

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