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Neste Dia Mundial da Luta Contra o Cancro, a SPP não pode deixar de assinalar a data recordando o impacto do cancro do pulmão que, apesar dos avanços alcançados nas últimas décadas, continua a estar entre os tipos de tumor com maior mortalidade. Segundo a Dr.ª Gabriela Fernandes, coordenadora da Comissão de Trabalho de Pneumologia Oncológica, 2.2 milhões de novos casos de cancro do pulmão e 1.8 milhões de mortes, representando 11,4% de todos os cancros diagnosticados.

- O cancro do pulmão continua a estar entre os mais incidentes e mais mortais?

Gabriela Fernandes (GB) - Em todo o mundo, segundo as estimativas da GLOBOCAN para 2020, ocorreram 2.2 milhões de novos casos de cancro do pulmão e 1.8 milhões de mortes, representando 11,4% de todos os cancros diagnosticados (1 em cada 10) e 18% das mortes por cancro (1 em cada 5).

O cancro do pulmão é a principal causa de morte por cancro.

Em Portugal, estimaram-se 5415 novos casos, sendo, em ambos os sexos, a 4ª causa de cancro, depois do colorrectal, mama e próstata.

- Apesar de o tabagismo ser o principal fator de risco, ao longo dos anos tem vindo a aumentar a percentagem de cancro do pulmão em não fumadores, nesses casos, quais as causas do desenvolvimento desta doença?

GB - O tabaco é responsável por cerca de 85% dos casos de cancro de pulmão. Para além do tabaco, de fatores ambientais e ocupacionais, as alterações genéticas associam-se a cancro do pulmão, particularmente em idades mais jovens.

- Quais as principais evoluções dos últimos anos que mais contribuíram para o aumento da sobrevivência dos doentes com cancro do pulmão?

GB - A sobrevivência tem aumentado com a otimização dos métodos de diagnóstico e de estadiamento, mas sobretudo com avanços terapêuticos. As terapêuticas dirigidas a alvos moleculares e a otimização dos métodos de diagnostico molecular foram a primeira revolução, contribuindo para o aumento da sobrevivência, com melhoria significativa na qualidade de vida, abrangendo, atualmente, cerca de 20 a 30% dos doentes com cancro do pulmão avançado. A segunda revolução ocorreu com a imunoterapia, destinada a doentes sem alterações moleculares e proporcionando resultados muito prolongados no tempo.

Espera-se que o rastreio do cancro do pulmão contribua ainda mais para a redução de mortalidade.

- Faria sentido a implementação de um programa de rastreios, nomeadamente na população fumadora, no sentido de mais cedo identificar as lesões mais iniciais de cancro do pulmão?

GB - Está demonstrado que o diagnóstico precoce do cancro do pulmão, através de programas de rastreio com TAC de Tórax de baixa dose, permite reduzir a mortalidade por cancro do pulmão, quer pela deteção de mais casos, mas sobretudo pela deteção em fase em que a doença é curável. É necessário, prosseguir para a sua implementação.

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