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Embora seja uma das principais causas de mortalidade, de morbilidade, de perda de qualidade de vida e de consumo de recursos de saúde a nível global, a pneumonia é particularmente preocupante em Portugal, onde continua a ser a doença respiratória que mais mata.

Dentro dos países da OCDE, Portugal está entre os que apresentam maior taxa de mortalidade por pneumonia. “Os dados mais conhecidos e validados revelam cerca de 80 internamentos e 16 óbitos, por dia.

Numa conferência realizada no âmbito do 38.º Congresso de Pneumologia, a decorrer no Algarve até hoje, Cristina Bárbara, coordenadora do Programa para as Doenças Respiratórias, da Direção-Geral da Saúde, recordou os dados do relatório de 2020 que revelam um ligeiro decréscimo da mortalidade por pneumonia, fruto, provavelmente, da entrada da vacinação antipneumocócica no Plano Nacional de Vacinação. Ainda assim “dos 120.000 óbitos, 28% tiveram como causa a doença cardio e cerebrovascular, 24% a doença oncológica e 9,1% as doenças respiratórias. Da totalidade de óbitos registada, 4,2% foram causados por pneumonia”, sublinhou.

No entanto, “este peso que a pneumonia tem em termos de mortalidade no nosso país pode estar relacionado com a diferente metodologia e valorização das causas de morte”, acrescenta o pneumologista. Por outras palavras, em Portugal a causa da morte pode estar a ser atribuída à pneumonia quando, na base, está uma doença mais grave. Realidade que pode não acontecer noutros países, onde é valorizada como causa de morte a doença de base que se agrava perante um quadro de pneumonia.

“A incidência de pneumonia aumenta com a idade, é mais frequente nos homens, nos fumadores, nos doentes imunocomprometidos e nos portadores de doenças crónicas como a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), diabetes, insuficiência renal, cardíaca ou hepática”, descreveu a especialista.

Embora tenha uma incidência mais elevada nos períodos mais frios, a pneumonia não é uma doença sazonal, podendo ocorrer em qualquer altura do ano.

Estes dados não incluem ainda o impacto da pandemia por COVID-19 na mortalidade por pneumonia.

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